Dias Contados...















Já não tinha muita fé no DN, isto é, já não me cheirava muito bem…

O que acabei de
ler aqui e aqui
é de um sarcasmo e ignorância tamanha que até me admira nos dias de hoje, e, para um jornal tão conhecido no nosso país como o DN, lerem-se textos que não tem outra utilidade senão a de criar polémica e atirar ''areia para os olhos'' dos leitores, isto só reflecte o desespero que, para esse tal Alberto Gonçalves, é fazer jornalismo.

Ele nem sabe que Hip Hop tem 4 vertentes (lirismo, música, dança e arte gráfica) inseridas numa sociedade com as suas próprias expressões e códigos de linguagem, modas e formas de empreendedorismo. Portanto, como pode ele ser sociólogo se nem sabe que quando se fala de Hip Hop estamos a falar de um fenómeno 'cultural' (a nível planetário) e não de ódio, violência e escravatura que ele tão educadamente e sabiamente descreveu (a parte do sábio é ironia).

Não é preciso ser muito inteligente para se perceber que o intuito inerente as palavras desse tal Alberto (que deve ser mais um trolha a quem deram um tacho numa cadeira de escritório) são de denegrir a imagem e alimentar preconceitos sobre o conceito e conjectura social aliada a Hip Hop.

Certamente ganhou o curso de Sociologia num pacote de Skip, a sua licenciatura deve ser fantasma como a do Sócrates ou senão praticou 'bullying' de forma a alguém lhe fazer ou passar as cadeiras.

Especulações à parte, se tivesse um emprego como o dele e divulgasse esse tipo de coprofagia, não demorava muito a ser o próximo Kurt Cobain do Jornalismo!!!!

Ele que lave a boca antes de voltar a falar desta pobre maneira, pois por esse caminho o DN vai ter prejuízo se já não está a ter...

2 comentários:

xiribi disse...

Alberto Gonçalves escreve artigos de opinião.

Opinião e não jornalismo, o que quer dizer que é legítimo o que se escreve, porque é opinião. Responder que o hip-hop tem 4 vertentes é uma coisa giríssima mas não anula o que ele diz.

Estas coisas são discutíveis. Ponto. E sinceramente AG argumentou, que é diferente de umas bocas foleiras como estas que atiras sobre o curso de Sociologia do homem, que só revelam que não deves ler assim tanto o DN (e muito menos os textos do AG).

Para que não haja dúvidas, esclareço já: o AG é a primeira e a principal coisa que leio no DN. Em todo o DN. Sou admirador do estilo, por muito que possa discordar das opiniões (e discordo, para cima de 80%, de tudo o que ele diz). Mas o estilo não o tiras.

Isto aqui, este teu texto, é só comentário troglodita.

Barack Obama, só para citar o ridiculamente óbvio, também já manifestou preocupação com a faceta mais comercial (mais célebre, mais estereotipada) do hip-hop. Negares que boa parte das pessoas associam comentários machistas, homofóbicos, discurso de crime e muito bling bling ao hip-hop é negares a realidade.

Achares que está tudo errado (incluindo AG) é achares que a maior parte do hip-hop (novamente, o largamente mais célebre) não trabalhou para ter precisamente essa imagem.

Eu gosto de coisas de hip-hop. Como gosto de dez mil outras coisas. O que não invalida que não estejam sujeitos a críticas e, acima de tudo, a pensar-se sobre o assunto. E também gosto de algum heavy-metal, e também não me senti ofendido pelo AG.

Aceita este comentário, que é giríssimo atirar bocas foleiras À toa, mas o que era mesmo bom era argumentares como gente crescida.

GHETTOLANDIA disse...

Bem vejo que Ser Hip Hop para os muitos que não querem descobrir a verdadeira essência dos elementos continua a ser algo animalesco e agressivo talvez até estúpido e dotado de impertinência face as elites da sociedade. Mas que triste é ser ignorante...Não te posso julgar, o que te posso dizer é que se não sei de um assunto não falo dele pois posso magoar ou afectar quem devo respeitar (neste caso a morte do Snake O.G. e o respeito a sua família e amigos).

Hip Hop que conheço desde 91 (sim, há quase 20 anos!) não tem nada a ver com o que essa imitação do que é ser jornalista ou cronista disse sobre a minha cultura. Há quanto tempo conhece esse senhor a cultura Hip Hop? Agora diz-me em que é que te podes fiar para te dar uma opinião concreta sobre este assunto?

Vejo que mais uma vez os preconceitos são as armas que trazem para a batalha das palavras e digo-te mais: basear opiniões em preconceitos não passa de burrice e eu como pessoa consciente não posso dar valor ou crédito a quem faz isso, ao que parece, como exercício diário. Admito que não leio regularmente o que ele escreve mas afirmo com tudo o que tenho que ele foi miseravelmente infeliz naqueles dois artigos que escreveu onde só mostrou o ponto de vista de um parasita preconceituoso que arranjou uns factos para por todos os que são Hip Hop no mesmo saco dos estúpidos homens das cavernas da selva de pedra.
Escreve-se no jornal que o meu pessoal é isto e ponto final? E agora não tenho direito a expressar-me? A ficar indignado? …É uma questão de honra, meu amigo(a).

Eu não nego que haja coisas más no movimento Hip Hop como também não as posso negar que elas existam em Portugal ou em qualquer outra coisa ou mesmo no mundo que gerimos como humanos no planeta Terra. Como seres humanos vivemos numa busca incessante por melhorar estes detalhes, adaptando-nos e criando formas de auto-progredir, essa é a nossa natureza. No entanto,''errar também é humano'' e é por aí que descobrirmos o que é melhor para nós. O problema aqui é existirem parasitas que injectam mentiras, preconceitos na mente das pessoas para as ludibriar. E o pior é que a maior parte das pessoas acreditam.

Na minha opinião os Jornais tem cada vez mais a perder com esse tipo de pessoas que empregam. Dizes que é discutível? Vê o que aconteceu a Manuela Moura Guedes por querer fazer julgamentos à toa em hasta pública.

Admiro o teu espírito consciente e crítico mas se falas de estilo será que sabes que o RAP (Ritmo Às Palavras) tem milhares de estilos para falar da vida? Vindo das pessoas mais diferentes no globo que presenciam as mais diferentes realidades? Dos nossos poetas tens desde Cronistas dos Ghettos mais perigosos até a Activistas pelas causas mais altruístas que possas imaginar, passando pelo meio por 'Bon Vivant's e mestres filósofos da expressão humana entre outros exímios contadores de estórias?

Sabes que ser verdadeiro e original com o que escreves ou com tudo o resto que fazes é algo instituído na forma de seres Hip Hop?

Já agora, conheces a Declaração de Paz e Princípios Hip Hop que está presente na sede da ONU (sim, Organização das Nações Unidas!!!)?


Agora se procuras estilos temos para dar e vender, mas quem fala mal de nós, podes crer, não fica bem visto aos nossos olhos e não merece o nosso respeito, pois nós tentamos dar o nosso melhor como todos outros que merecem respeito e como em tudo tens os que são bons e maus naquilo que fazem.

Hip Hop não é só música. Se não o percebeste ainda, desiste. Se quiseres conhecer o universo Hip Hop terei todo o gosto em fazer-te uma visita guiada.

1 Abraço do Tamanho do Hip Hop.